9.1. A Importância das Instituições Mundiais
Depois das horrendas guerras que varreram o planeta nos últimos séculos, sentiu-se a necessidade de se construírem organizações supranacionais, reconhecidas pela maioria dos países, capazes de funcionarem como juízes e supervisores dos conflitos. Assim, em nome de um conjunto de princípios aprovados pela maior parte das nações do globo, foram criados organismos mundiais dedicados à manutenção da paz, ao desarmamento e à instauração de uma nova ordem internacional.
9.1.1. A ONU
A Organização das Nações Unidas, também conhecida pela sigla ONU, é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela Paz e desenvolvimento mundiais.
Depois da II Guerra Mundial, que tão grandes sofrimentos causou a milhões de pessoas, existia um sentimento generalizado de que tinha de se encontrar uma maneira de manter a Paz entre as nações. Em 24 de Outubro de 1945, nascia a Organização das Nações Unidas, cuja Carta tinha já sido aprovada e redigida por 50 países.
A ONU tem quatro grandes fins:
1· Manter a Paz e a segurança em todo o mundo;
2· Fomentar relações amigáveis entre as nações;
3· Trabalhar em conjunto para ajudar as pessoas pobres a viverem melhor, eliminar no mundo a pobreza, a doença e o analfabetismo e encorajar o respeito pelos direitos e liberdades dos outros;
4· Ser um centro para ajudar as nações a alcançarem estes objectivos
Para evitar o fracasso como o da Sociedade das Nações, que sucedeu devido, principalmente, ao facto da maior potência mundial, os EUA, ter sido deixada de fora, a sede da ONU fica em Nova Iorque.
A ONU integra órgãos principais e organismos especializados, através dos quais tem actuado na resolução de conflitos entre Estados, na promoção dos Direitos Humanos (cuja Declaração Universal aprovou em 1948), na divulgação de conhecimentos, na defesa do ambiente, na protecção das crianças e na eliminação de doenças, da fome, da pobreza e do analfabetismo.
O actual Secretário Geral da ONU é Kofi Annan, vencedor do Prémio Nobel da Paz.
Como podemos verificar, o papel da ONU é muito importante na luta e preservação da Paz.
Mas o sucesso da ONU deve-se, também, a outras instituições internacionais, às quais é também necessário dar relevância. Como pode existir paz se há quem passe fome? Como pode existir paz se há crianças em pleno sofrimento? Como pode existir paz se morrem pessoas por falta de cuidados médicos? Daí a necessidade de instituições que assegurem a construção de pilares sólidos para a edificação de uma Paz Mundial.
Fonte:http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/pazmundial.htm#8
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
O diálogo inter religioso
A Paz entre as religiões constitui uma condição fundamental para a paz no mundo. De facto, analisando os conflitos e surtos de violência das últimas décadas, percebe-se a presença e o lugar da religião nos embates e conflitos contemporâneos

Assim, o diálogo inter-religioso constitui, neste século, um dos principais desafios para a humanidade.
O grande, difícil e arriscado diálogo inter-religioso consiste em indicar que a violência religiosa não faz parte da essência da religião, mas que constitui um desvio da relação do Homem com Deus, relação essa que não é violenta sob nenhum aspecto.
O objectivo primordial do diálogo do século XXI assenta na convocação de todos a favor da Paz, bem como a retoma do verdadeiro sentimento religioso, capaz de inspirar valores contra a violência.
O grande perigo que ronda o tempo actual é o da solidão e etnocentrismo. As comunidades humanas estão, cada vez mais, fechadas em si, glorificando os seus heróis e diabolizando os inimigos, esquecendo-se das relações inter-pessoais e a troca de conhecimento com o exterior do seu círculo. O diálogo pretende instaurar a solidariedade entre as várias comunidades, bem como a Paz e o bem-estar mútuo.
O diálogo verdadeiro é animado por liberdade total, não podendo ser movido por oportunismos. Não se pode exigir nada do outro, senão a disposição de ouvir, compreender e respeitar.
Uma das figuras mais marcantes na prática do diálogo inter-religioso foi o Papa João Paulo II, sendo também o primeiro papa católico a visitar uma sinagoga e uma mesquita.
8.1. Condições para a prática do diálogo inter-religioso
O diálogo inter-religioso pretende instaurar um relacionamento entre fiéis de tradições diferentes, envolvendo partilha de vida, experiência e conhecimento, que possa possibilitar um clima de abertura, empatia, acolhimento e enriquecimento mútuo.
Dialogar implica uma disposição de escuta do outro que interpela. O diálogo exige humildade, tolerância, abertura e respeito ao diferente. Não basta, porém, abrir-se à diversidade, mas igualmente assegurar a liberdade e a dignidade do outro.
O diálogo inter-religioso pressupõe convicção religiosa, exigindo aos interlocutores um empenho de honestidade e sinceridade, que envolve a integralidade da própria fé. Para ser autêntico, tem que existir reciprocidade. Neste sentido, e se tomarmos como exemplo um cristão, apesar da fé em Jesus Cristo, deve reconhecer-se que, os que não partilham dessa mesma fé, estão no seu direito de defender as suas convicções no diálogo que se estabelece.
Para que haja diálogo, é necessário que os interlocutores estejam dispostos, não apenas a aprender os valores positivos nas tradições dos outros, mas também disponíveis e abertos à verdade que os envolve e ultrapassa. É indispensável que esta busca da verdade ocorra sem restrições mentais, na medida em que pode ocorrer o confronto de verdades, não necessariamente contraditórias. É preciso que se compreenda que nenhuma religião é detentora de toda a verdade e, como tal, são desnecessários todos os fanatismos exagerados.
Fonte desta notícia:http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/pazmundial.htm#8

Assim, o diálogo inter-religioso constitui, neste século, um dos principais desafios para a humanidade.
O grande, difícil e arriscado diálogo inter-religioso consiste em indicar que a violência religiosa não faz parte da essência da religião, mas que constitui um desvio da relação do Homem com Deus, relação essa que não é violenta sob nenhum aspecto.
O objectivo primordial do diálogo do século XXI assenta na convocação de todos a favor da Paz, bem como a retoma do verdadeiro sentimento religioso, capaz de inspirar valores contra a violência.
O grande perigo que ronda o tempo actual é o da solidão e etnocentrismo. As comunidades humanas estão, cada vez mais, fechadas em si, glorificando os seus heróis e diabolizando os inimigos, esquecendo-se das relações inter-pessoais e a troca de conhecimento com o exterior do seu círculo. O diálogo pretende instaurar a solidariedade entre as várias comunidades, bem como a Paz e o bem-estar mútuo.
O diálogo verdadeiro é animado por liberdade total, não podendo ser movido por oportunismos. Não se pode exigir nada do outro, senão a disposição de ouvir, compreender e respeitar.
Uma das figuras mais marcantes na prática do diálogo inter-religioso foi o Papa João Paulo II, sendo também o primeiro papa católico a visitar uma sinagoga e uma mesquita.
8.1. Condições para a prática do diálogo inter-religioso
O diálogo inter-religioso pretende instaurar um relacionamento entre fiéis de tradições diferentes, envolvendo partilha de vida, experiência e conhecimento, que possa possibilitar um clima de abertura, empatia, acolhimento e enriquecimento mútuo.
Dialogar implica uma disposição de escuta do outro que interpela. O diálogo exige humildade, tolerância, abertura e respeito ao diferente. Não basta, porém, abrir-se à diversidade, mas igualmente assegurar a liberdade e a dignidade do outro.
O diálogo inter-religioso pressupõe convicção religiosa, exigindo aos interlocutores um empenho de honestidade e sinceridade, que envolve a integralidade da própria fé. Para ser autêntico, tem que existir reciprocidade. Neste sentido, e se tomarmos como exemplo um cristão, apesar da fé em Jesus Cristo, deve reconhecer-se que, os que não partilham dessa mesma fé, estão no seu direito de defender as suas convicções no diálogo que se estabelece.
Para que haja diálogo, é necessário que os interlocutores estejam dispostos, não apenas a aprender os valores positivos nas tradições dos outros, mas também disponíveis e abertos à verdade que os envolve e ultrapassa. É indispensável que esta busca da verdade ocorra sem restrições mentais, na medida em que pode ocorrer o confronto de verdades, não necessariamente contraditórias. É preciso que se compreenda que nenhuma religião é detentora de toda a verdade e, como tal, são desnecessários todos os fanatismos exagerados.
Fonte desta notícia:http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/pazmundial.htm#8
A Religião Como Restauradora da Paz
7.1. Pequena introdução – “O Indivíduo e a Sociedade Humana”
A sociedade humana é a extensão do indivíduo, de maneira que, os problemas do mundo são, efectivamente, os problemas do indivíduo. As revoluções de guerra não resolvem nada, no entanto, o Homem, único ser dotado de razão, insiste em acreditar que sim. Se quisermos realmente uma mudança radical de mentalidades, se quisermos um mundo melhor, justo e pacífico, teremos de mudar individualmente, mudar dentro de nós mesmos, alterar dentro da nossa própria individualidade os abomináveis factores que causam dor e miséria no mundo. Cabe-nos a nós, jovens, mediante a nossa inteligência, conseguir converter o animal intelectual, primeiro em Homem, e só depois em “Super-Homem”. Somente com a revolução da dialéctica e dos costumes, conseguiremos vencer o terrível monstro do materialismo, causador de tantas Guerras. Recordemos que a massa é uma soma de indivíduos. Se cada um muda, a massa mudará inevitavelmente. É urgente acabar com o egoísmo e cultivar o altruísmo, é indispensável eliminar a cobiça e a crueldade que cada um de nós possui dentro de si. Há dor, há fome e há confusão, porém, nada disto pode ser eliminado através dos absurdos procedimentos de violência. Aqueles que querem transformar o Mundo à base de revoluções de sangue (ver no âmbito deste trabalho “Os Exemplos a Não Seguir”), com golpes de Estado e de Fuzilamentos, estão completamente equivocados; a violência só gera mais violência e o ódio mais ódio. Se queremos resolver os problemas da Humanidade, PRECISAMOS DE PAZ! E como conseguir a sua restauração?! A religião pode ser um bom auxílio.
7.2. A religião como restauradora da Paz – “O Relativismo Cultural”
O relativismo cultural, teoria formulada na década de 30 pelo antropólogo americano Melville Jean Herskovitz, preconiza que nenhuma cultura é superior a outra. Que cada uma deve ser entendida dentro de seu próprio contexto. Desta forma, a possibilidade de hierarquizar as culturas de forma objectiva torna-se impossível. Do relativismo cultural nasceria na década de 80 o discurso politicamente correcto, que aboliu do vocabulário palavras e expressões que soam pejorativas a minorias étnicas, homossexuais e portadores de deficiências físicas. Com os atentados, o relativismo sofreu um abalo: por alguns dias, pelo menos, o mundo voltou a ser dividido entre países civilizados e nações bárbaras. E, contra os bárbaros, políticos e analistas pediram vingança.
É daqui que nasce o fulcral papel da religião na restauração da Paz, que nestes termos, se baseia nos princípios do relativismo cultural, que são em parte, os princípios básicos da dialéctica marxista. Além disso, a religião, qualquer que seja, causa no seu seguidor uma espécie de abstracção do mundo humano e uma entrada num outro mundo, este último muito mais espiritual. É desta forma que, muitas vezes, se ignora o “monstro do materialismo terreno”, já referido anteriormente, e se apela à criação de um mundo mais pacífico, um mundo onde a Luz é capaz de dissipar as trevas, onde não há lugar ao medo e à fome.
Fonte desta notícia:http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/pazmundial.htm#7
A sociedade humana é a extensão do indivíduo, de maneira que, os problemas do mundo são, efectivamente, os problemas do indivíduo. As revoluções de guerra não resolvem nada, no entanto, o Homem, único ser dotado de razão, insiste em acreditar que sim. Se quisermos realmente uma mudança radical de mentalidades, se quisermos um mundo melhor, justo e pacífico, teremos de mudar individualmente, mudar dentro de nós mesmos, alterar dentro da nossa própria individualidade os abomináveis factores que causam dor e miséria no mundo. Cabe-nos a nós, jovens, mediante a nossa inteligência, conseguir converter o animal intelectual, primeiro em Homem, e só depois em “Super-Homem”. Somente com a revolução da dialéctica e dos costumes, conseguiremos vencer o terrível monstro do materialismo, causador de tantas Guerras. Recordemos que a massa é uma soma de indivíduos. Se cada um muda, a massa mudará inevitavelmente. É urgente acabar com o egoísmo e cultivar o altruísmo, é indispensável eliminar a cobiça e a crueldade que cada um de nós possui dentro de si. Há dor, há fome e há confusão, porém, nada disto pode ser eliminado através dos absurdos procedimentos de violência. Aqueles que querem transformar o Mundo à base de revoluções de sangue (ver no âmbito deste trabalho “Os Exemplos a Não Seguir”), com golpes de Estado e de Fuzilamentos, estão completamente equivocados; a violência só gera mais violência e o ódio mais ódio. Se queremos resolver os problemas da Humanidade, PRECISAMOS DE PAZ! E como conseguir a sua restauração?! A religião pode ser um bom auxílio.
7.2. A religião como restauradora da Paz – “O Relativismo Cultural”
O relativismo cultural, teoria formulada na década de 30 pelo antropólogo americano Melville Jean Herskovitz, preconiza que nenhuma cultura é superior a outra. Que cada uma deve ser entendida dentro de seu próprio contexto. Desta forma, a possibilidade de hierarquizar as culturas de forma objectiva torna-se impossível. Do relativismo cultural nasceria na década de 80 o discurso politicamente correcto, que aboliu do vocabulário palavras e expressões que soam pejorativas a minorias étnicas, homossexuais e portadores de deficiências físicas. Com os atentados, o relativismo sofreu um abalo: por alguns dias, pelo menos, o mundo voltou a ser dividido entre países civilizados e nações bárbaras. E, contra os bárbaros, políticos e analistas pediram vingança.
É daqui que nasce o fulcral papel da religião na restauração da Paz, que nestes termos, se baseia nos princípios do relativismo cultural, que são em parte, os princípios básicos da dialéctica marxista. Além disso, a religião, qualquer que seja, causa no seu seguidor uma espécie de abstracção do mundo humano e uma entrada num outro mundo, este último muito mais espiritual. É desta forma que, muitas vezes, se ignora o “monstro do materialismo terreno”, já referido anteriormente, e se apela à criação de um mundo mais pacífico, um mundo onde a Luz é capaz de dissipar as trevas, onde não há lugar ao medo e à fome.
Fonte desta notícia:http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/pazmundial.htm#7
A Paz
4.1. A necessidade de Paz
A construção da Paz impõe-se hoje, mais do que nunca, como uma tarefa primordial e inadiável de toda a humanidade, perante um cenário de uma catástrofe planetária, devido à possibilidade de uma 3ª Guerra Mundial.
É, portanto, importante prevenir e salvaguardar todas as situações de manifesta injustiça que quase sempre estão na base das guerras e conflitos.
O sentido pleno da Paz passa, actualmente, não só pela eliminação da guerra, mas, sobretudo, pela instauração de uma nova ordem, marcada por uma justiça abundante entre todos os Homens e nações, de modo a formarem uma comunidade verdadeiramente solidária e fraterna.
De facto, há uma constante procura, por parte de todos os Homens, de não se sentirem inferiores aos seus semelhantes. O que se pretende, normalmente, não é alcançar a igualdade, mas superar os feitos dos outros. Quando isto é pensado a nível de uma nação, é inevitável o início de um conflito.
Assim, não podemos falar somente em igualdade, mas também em aceitação das diferenças (igualdade na diferença), atingindo-se uma situação de justiça, necessária à Paz Mundial.
Como ser social que é, o Homem tem necessidade de viver em relação com o outro. Portanto, a Paz torna-se condição primordial. Sem ela, todas as relações que possam favorecer a personalidade do Homem tornam-se impossíveis, perdendo este a plenitude do seu ser. Isto, para além de todas as vidas que se perdem em cada conflito, por muito pequeno que seja.
A guerra e os conflitos são, sem dúvida, uma prática contra os Direitos Humanos. Liberdade, igualdade e a própria vida são ameaçados a cada novo conflito. Como tal, a necessidade de Paz torna-se uma questão de sobrevivência da espécie humana.
Fonte desta notícia:
http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/pazmundial.htm#4
A construção da Paz impõe-se hoje, mais do que nunca, como uma tarefa primordial e inadiável de toda a humanidade, perante um cenário de uma catástrofe planetária, devido à possibilidade de uma 3ª Guerra Mundial.
É, portanto, importante prevenir e salvaguardar todas as situações de manifesta injustiça que quase sempre estão na base das guerras e conflitos.
O sentido pleno da Paz passa, actualmente, não só pela eliminação da guerra, mas, sobretudo, pela instauração de uma nova ordem, marcada por uma justiça abundante entre todos os Homens e nações, de modo a formarem uma comunidade verdadeiramente solidária e fraterna.
De facto, há uma constante procura, por parte de todos os Homens, de não se sentirem inferiores aos seus semelhantes. O que se pretende, normalmente, não é alcançar a igualdade, mas superar os feitos dos outros. Quando isto é pensado a nível de uma nação, é inevitável o início de um conflito.
Assim, não podemos falar somente em igualdade, mas também em aceitação das diferenças (igualdade na diferença), atingindo-se uma situação de justiça, necessária à Paz Mundial.
Como ser social que é, o Homem tem necessidade de viver em relação com o outro. Portanto, a Paz torna-se condição primordial. Sem ela, todas as relações que possam favorecer a personalidade do Homem tornam-se impossíveis, perdendo este a plenitude do seu ser. Isto, para além de todas as vidas que se perdem em cada conflito, por muito pequeno que seja.
A guerra e os conflitos são, sem dúvida, uma prática contra os Direitos Humanos. Liberdade, igualdade e a própria vida são ameaçados a cada novo conflito. Como tal, a necessidade de Paz torna-se uma questão de sobrevivência da espécie humana.
Fonte desta notícia:
http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/pazmundial.htm#4
domingo, 20 de janeiro de 2008
III Conferência da Paz no Brasil - carta da Conferência
Direitos Sociais: a Paz em Construção
A 3ª Conferência da Paz no Brasil, realizada dia 14 de agosto de 2007, no Auditório Nereu Ramos da Câmara de Deputados debateu o tema: “Direitos Sociais – A Paz em Construção”.
A Conferência enfatizou o vínculo dos direitos sociais às políticas de estado responsáveis por gerar igualdade e
proteção social a todas as pessoas que vivem no Brasil e que defrontam com situações de risco social pela impossibilidade de exercer plenamente o direito ao trabalho.
As mudanças estruturais necessárias para o desenvolvimento do Brasil não dependem somente do crescimento econômico, mas de políticas orientadas pelo princípio da igualdade e não discriminação como base da proteção social de todos os cidadãos.
Sob o foco do conceito da Seguridade Social, os participantes debateram os princípios e regras que afetam no Brasil os sistemas de Previdência, Saúde e Assistência Social, afirmados na Constituição de 1988, para gerar proteção social universal, superar a desigualdade e a pobreza e construir uma sociedade justa e solidária.
Foram averiguadas as limitações específicas do nosso sistema de seguridade social. Na Previdência Social ainda está excluída do seguro social básico quase metade da força de trabalho; no SUS, conquanto integrais e universais as regras de acesso, o atendimento é precário, a infra-estrutura insuficiente e há localmente graves problemas de gestão; o Seguro Desemprego é restrito ao mercado formal e as políticas para o trabalho informal são tangenciais; à Assistência Social fica remetida uma exacerbada demanda de situações de risco (menor, idoso, portador de deficiência, população extremamente pobre etc.), sem contrapartida de meios e instituições para atendimento adequado.
A implementação concreta dos direitos sociais depara com a falta de um plano de metas e sofre desconstrução de um sistema que ainda espera por sua solidificação e ampliação. Em nome de interesses contrários à equidade, através de mudanças de gestão, de regras, de aplicação de recursos, os direitos sofrem restrições e afastam a sua justa extensão a todos os brasileiros de sorte a se edificar uma espécie de albergue coletivo de garantias vitais.
As limitações do sistema de seguridade social são parcialmente compensadas pelos programas voluntários de governo para atendimento da pobreza e segurança alimentar e nutricional a populações em situação de risco. Esses programas, porém, ainda não se estruturaram no nosso sistema legal como direito social, requerível por iniciativa cidadã, sob controle judicial do Ministério Público, uma vez que permanecem como iniciativas voluntárias de governo.
Mais além da proteção social, identificou-se no meio ambiente, especialmente no uso e manejo da água, um campo aberto à ampliação dos direitos sociais. Os alertas para a sustentabilidade climática e ambiental, colocam novos e urgentes desafios à agenda brasileira e planetária e evidenciam a necessidade de tratar os recursos naturais como bens sujeitos a uma função social.
A Conferência não apenas debateu situações de desigualdade e desproteção remanescentes no âmbito das políticas sociais, que refletem os dilemas políticos, econômicos e éticos do estado. No momento em que se discute no País uma reforma da Seguridade Social, a 3ª Conferência da Paz no Brasil coloca, com destaque para a Previdência, as propostas:
1-No âmbito específico do sistema previdenciário e da proteção ao trabalho, a Conferência enfatiza a necessidade de ampliação da cobertura do seguro previdenciário para todos os residentes no Brasil, com estabelecimento de regras e metas anuais e decenais de inclusão previdenciária, de sorte a que se atinja gradativamente o objetivo de uma previdência social básica universal.
2- No âmbito do Sistema Único de Saúde, que já conta com regras de universalidade de acesso e integralidade do atendimento, a Conferência identifica problemas de gestão e de provisão de recursos para investimento em infra-estrutura, como grandes gargalos que excluem ou restringem o acesso da população ao sistema de saúde pública.
3-Finalmente, no âmbito dos setores da sociedade civil e das Igrejas e religiões comprometidos com a superação da desigualdade e a construção de uma cultura de paz e não violência, a Conferência identifica uma prioridade fundamental – a formação de consciência para valorização e exercício dos direitos sociais básicos, especialmente no espaço social dos mais pobres, e mobilização de massa para a afirmação do direito de todos à cidadania.
_________________________________________
Câmara dos Deputados - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) – Pastorais Sociais (CNBB) – Movimento Amigos da Paz – Comunidade Baha´i – Iniciativa das Religiões Unitas /URI - Caritas Brasileira – Unipaz - Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) – CPT - Fórum pela Reforma Agrária – Conselho Indigenista Missionário(CIMI) - Viva Rio – IBRADES - Movimento dos Focolares – Universidade Católica de Brasília - Comissão Brasileira de Justiça e Paz – Fórum Permanente de Defesa do Rio São Francisco - Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
A 3ª Conferência da Paz no Brasil, realizada dia 14 de agosto de 2007, no Auditório Nereu Ramos da Câmara de Deputados debateu o tema: “Direitos Sociais – A Paz em Construção”.
A Conferência enfatizou o vínculo dos direitos sociais às políticas de estado responsáveis por gerar igualdade e
proteção social a todas as pessoas que vivem no Brasil e que defrontam com situações de risco social pela impossibilidade de exercer plenamente o direito ao trabalho.As mudanças estruturais necessárias para o desenvolvimento do Brasil não dependem somente do crescimento econômico, mas de políticas orientadas pelo princípio da igualdade e não discriminação como base da proteção social de todos os cidadãos.
Sob o foco do conceito da Seguridade Social, os participantes debateram os princípios e regras que afetam no Brasil os sistemas de Previdência, Saúde e Assistência Social, afirmados na Constituição de 1988, para gerar proteção social universal, superar a desigualdade e a pobreza e construir uma sociedade justa e solidária.
Foram averiguadas as limitações específicas do nosso sistema de seguridade social. Na Previdência Social ainda está excluída do seguro social básico quase metade da força de trabalho; no SUS, conquanto integrais e universais as regras de acesso, o atendimento é precário, a infra-estrutura insuficiente e há localmente graves problemas de gestão; o Seguro Desemprego é restrito ao mercado formal e as políticas para o trabalho informal são tangenciais; à Assistência Social fica remetida uma exacerbada demanda de situações de risco (menor, idoso, portador de deficiência, população extremamente pobre etc.), sem contrapartida de meios e instituições para atendimento adequado.
A implementação concreta dos direitos sociais depara com a falta de um plano de metas e sofre desconstrução de um sistema que ainda espera por sua solidificação e ampliação. Em nome de interesses contrários à equidade, através de mudanças de gestão, de regras, de aplicação de recursos, os direitos sofrem restrições e afastam a sua justa extensão a todos os brasileiros de sorte a se edificar uma espécie de albergue coletivo de garantias vitais.As limitações do sistema de seguridade social são parcialmente compensadas pelos programas voluntários de governo para atendimento da pobreza e segurança alimentar e nutricional a populações em situação de risco. Esses programas, porém, ainda não se estruturaram no nosso sistema legal como direito social, requerível por iniciativa cidadã, sob controle judicial do Ministério Público, uma vez que permanecem como iniciativas voluntárias de governo.
Mais além da proteção social, identificou-se no meio ambiente, especialmente no uso e manejo da água, um campo aberto à ampliação dos direitos sociais. Os alertas para a sustentabilidade climática e ambiental, colocam novos e urgentes desafios à agenda brasileira e planetária e evidenciam a necessidade de tratar os recursos naturais como bens sujeitos a uma função social.
A Conferência não apenas debateu situações de desigualdade e desproteção remanescentes no âmbito das políticas sociais, que refletem os dilemas políticos, econômicos e éticos do estado. No momento em que se discute no País uma reforma da Seguridade Social, a 3ª Conferência da Paz no Brasil coloca, com destaque para a Previdência, as propostas:
1-No âmbito específico do sistema previdenciário e da proteção ao trabalho, a Conferência enfatiza a necessidade de ampliação da cobertura do seguro previdenciário para todos os residentes no Brasil, com estabelecimento de regras e metas anuais e decenais de inclusão previdenciária, de sorte a que se atinja gradativamente o objetivo de uma previdência social básica universal.
2- No âmbito do Sistema Único de Saúde, que já conta com regras de universalidade de acesso e integralidade do atendimento, a Conferência identifica problemas de gestão e de provisão de recursos para investimento em infra-estrutura, como grandes gargalos que excluem ou restringem o acesso da população ao sistema de saúde pública.3-Finalmente, no âmbito dos setores da sociedade civil e das Igrejas e religiões comprometidos com a superação da desigualdade e a construção de uma cultura de paz e não violência, a Conferência identifica uma prioridade fundamental – a formação de consciência para valorização e exercício dos direitos sociais básicos, especialmente no espaço social dos mais pobres, e mobilização de massa para a afirmação do direito de todos à cidadania.
_________________________________________
Câmara dos Deputados - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) – Pastorais Sociais (CNBB) – Movimento Amigos da Paz – Comunidade Baha´i – Iniciativa das Religiões Unitas /URI - Caritas Brasileira – Unipaz - Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) – CPT - Fórum pela Reforma Agrária – Conselho Indigenista Missionário(CIMI) - Viva Rio – IBRADES - Movimento dos Focolares – Universidade Católica de Brasília - Comissão Brasileira de Justiça e Paz – Fórum Permanente de Defesa do Rio São Francisco - Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Que seja Um Ano De PAZ


"A cada dia de nossa vida, aprendemos com nossos erros ou nossas vitórias, o importante é saber que todos os dias vivemos algo novo. Que o novo ano que se inicia, possamos viver intensamente cada momento com muita paz e esperança, pois a vida é uma dádiva e cada instante é uma benção de Deus".
Autor Desconhecido
Fonte:http://www.mensagensepoemas.com.br/frases-de-ano-novo/
Diferentes Tradições de Ano Novo

A passagem do ano no Brasil tem características de todos os povos que colonizaram o país
No Brasil, a passagem do ano tem nome francês,
comida italiana e festa no melhor estilo brasileiro,
com muitos fogos de artifício,
confraternização entre os familiares e amigos
e oferendas às entidades do candomblé,
da umbanda e para os anjos da guarda.
Mas como será que essa data é comemorada nos outros países?
No Japão, a data é mais festejada do que o Natal, mas na China e em Israel é apenas um dia normal, já que esses dois países não seguem o calendário gregoriano.
Na China, a passagem é comemorada em setembro,
e em Israel, no começo de outubro, mas as datas variam de ano para ano.
Na Índia, a data é muito comemorada com festas nos hotéis e queima de fogos nas ruas.
Na Grécia, também há queima de fogos e peru assado, mas há dois pratos diferentes que são preparados especialmente para essa data.
Um é o melomakarona, um doce parecido com a nossa rosquinha feito com semolina, farinha, mel e canela.
O outro é feito com os mesmos ingredientes do panetone só que é em formato de bolo e contém também uma moeda de ouro.
Na passagem do ano, o bolo é cortado entre todos os participantes da festa e quem ganhar a moeda terá muita sorte durante todo o ano.
E é da Grécia que vem a tradição de comer romãs. Lá, eles a jogam no chão para quebrá-la e dividir entre todos.
Já a nossa tradição de comer lentilhas vem da Itália.
Assim como os bailes e comemorar dançando a noite inteira nas discos.
Mas no Oriente, mais especificamente no Japão, tudo é bem diferente.
Como não são católicos, comemoram muito mais a passagem do ano do que o Natal.
No dia 31 de dezembro as famílias vão aos templos de sua religião, xintoístas ou budistas, por isso as ruas ficam lotadas e há também queima de fogos.
Antes de irem aos templos, as famílias jantam macarrão.
Para eles, esse alimento trará fortuna para toda a família.
No dia seguinte, é costume no Japão saborear algum tipo de cozido bem saboroso feito especialmente para a data, geralmente à base de pargo (um tipo de peixe), ovas de peixe, camarão ou um tipo de feijão.
Antigamente, a festa durava três dias e o comércio não abria, mas hoje a tradição já está mudando.
Hogmanay, apesar de ser localizada na mesma ilha que a Inglaterra,
na Escócia a história é bem outra, com muitas festas e animação.
As atividades para comemorar o Hogmanay, o Réveillon escocês, começam às 8 horas do dia 31 de dezembro e só terminam às 6 horas do primeiro dia do ano-novo.
É uma data muito mais comemorada do que o Natal.
Na capital, Edinburgo, há desfiles de gaiteiros com suas saias típicas e acompanhados por dançarinos típicos na rua principal, a Princes Street.
À meia-noite, os canhões do Castelo de Edinburgo são disparados, há uma grande queima de fogos e um gaiteiro, especialmente iluminado e microfonado, começa a solar lá de cima do castelo.
A festa é regada a muito uísque e pratos à base de intestinos e testículos de carneiro, e o grande desfile acaba em festas espalhadas por todos os pubs da cidade.
Espanhóis comemoram dez dias.
O peru também é o prato principal servido na Espanha.
Além dele, também é feito um delicioso prato com bezugo (um tipo de peixe) assado com batatas.
São feitos também doces de marzipan com formas de figuras, pães doces amanteigados e torrões à base de amêndoa e mel.
Mas como o povo espanhol é muito festeiro, as comemorações já começam no dia 28 de dezembro, dia dos Santos Inocentes, que equivale ano nosso dia da mentira, e vai até o dia 5 de janeiro, quando eles comemoram a chegada dos reis Magos, que é até mais celebrado que o Natal.
Nesse dia fazem as cavalgadas de reis nas cidades e é preparada a rosca de reis. Dentro dessa rosca colocam várias figuras e brinquedinhos para as crianças.
E a passagem do ano em Madri é uma superfesta.
Lá, todos vão a Puerta del Sol, onde há um relógio, e cada um leva seu próprio pacote com 12 uvas.
A cada badalada do sino do relógio, comem uma uva e fazem um pedido. Quem não vai até lá, acompanha a transmissão da televisão.
Depois há uma grande confraternização e as pessoas brindam com cava, a champanhe espanhola, e bebem muito vinho e anis, sem gelo.
Nem mesmo o frio impede que os ingleses saiam de casa para comemorar a passagem do ano.
Em Londres, os jovens vão até a Trafalgar Square aguardar o Big Ben dar a última badalada do ano e festejar vendo os fogos de artifícios e tomando cervejas quentes.
E as famílias fazem verdadeiros piqueniques no Speaker's Corner do Hyde Park, um parque muito bonito perto do Palácio de Buckingham. Apesar de pertencer também ao Reino Unido, a Irlanda tem uma festa mais comportada, comemorada dentro dos pubs.
E no País de Gales, por causa do frio intenso, só os mais jovens costumam celebrar a data fazendo festa na praça central, tomando muito bayle, um cremoso licor irlandês e muita cerveja quente.
Charme ,é na França, que deu o nome Réveillon para a data, a passagem do ano é uma grande festa entre amigos, na qual se saboreia bons pratos, mas sem um menu fixo.
Alguns aproveitam para comer o tradicional fígado de pato e ostras cruas.
Mas o ápice da festa, sem dúvida, é a meia-noite, quando todos se beijam e tomam muita champanhe.
Na França, em alguns lugares, fala-se Réveillon e, em outros, dia de São Silvestre Em busca de poder, amor, sorte, dinheiro, felicidade, surgiram outras formas especiais de celebração do ano-novo.
Na Índia, são atirados na fogueira objetos que representam impurezas e doenças.
Na China, usa-se a cor preta para dar sorte.
No Japão, é comum fazer uma cerimônia de limpeza na casa e pendurar uma corda de arroz na entrada, para afastar os maus espíritos.
Fonte: Mensagens e Poemas
http://www.mensagensepoemas.com.br/ano-novo/diferentes-tradicoes-de-ano-novo-4430.html
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